Nome Popular: Tetra Savana — Inglês: Savanna tetra
Ordem: Characiformes — Família: Characidae (Caracídeos)
Distribuição: América do Sul, bacia do rio Tocantins
Tamanho Adulto: 3 cm
Expectativa de Vida: 3 a 5 anos +
pH: 5.5 a 7.4 — Dureza: 1 a 8
Temperatura: 23°C a 28°C
Aquário Mínimo: 60 cm (comprimento) X 30 cm (largura) desejável — se mostram mais coloridos quando mantidos em aquário densamente plantado. Pode-se adicionar raízes e folhas secas (opcional). Substrato arenoso e escuro realça ainda mais suas cores.
Comportamento & Compatibilidade: Espécie de comportamento pacífico podendo ser mantido em aquário comunitário com peixes de mesmo porte. Peixe gregário, será importante manter em cardume com pelo menos 10 espécimes para que mostrem seu comportamento natural e cores mais realçadas.
Alimentação: Onívoro. Naturalmente se alimenta de pequenos invertebrados, crustáceos, algas filamentosas, frutos caídos e afins na natureza. Em aquário aceitará prontamente alimentos vivos e secos.
Reprodução: Ovíparo. O macho conduzirá a fêmea liberar os ovos livremente, que serão fecundados e sua maioria irá para o fundo do aquário ou ficará em meio a aglomerado de plantas. Eclodem em até três dias e larvas estarão nadando livremente em até 48h. Pais não exibem cuidado parental.
Dimorfismo Sexual: Machos são ligeiramente menores e possuem corpo retilíneo, enquanto fêmeas corpo de forma mais roliça. Machos adultos são mais coloridos.
Biótopo: Ocorre praticamente na eco região do cerrado brasileiro, uma grande área de prados tropicais arborizados que é considerado o ambiente de savana de maior biodiversidade do mundo, com altos números de fauna e flora endêmicas. Existem pequenos riachos que drenam para os rios Tocantins e Araguaia. Esses afluentes estão sujeitos a flutuações na vazão, com pronunciadas estações anuais úmidas e secas, e tipicamente consistem em canais com substrato que compreende rochas de tamanhos variados, raízes de árvores submersas, galhos caídos e folhas.
Etimologia: Hyphessobrycon; do grego hyphesson, que significa de menor estatura + grego bryko = morder, mordedor. Stegemanni, nomeado em homenagem ao aquarista alemão Carlos Stegemann, de São Paulo, Brasil, “amigo íntimo” de Harald Schultz (1909-1966), que criou e reproduziu a espécie em cativeiro.
Sinônimos: Hemigrammus stegemanni
Informações adicionais: Endêmico do Brasil ocorrendo na bacia do rio Tocantins nos estados do Maranhão e Tocantins, região central do Brasil, além de seu principal afluente, o rio Araguaia, nos estados do Pará, Tocantins e Mato Grosso.
No aquarismo, o binomial Hyphessobrycon stegemanni tem sido frequentemente aplicado erroneamente a uma espécie que foi descrita como Hemigrammus ataktos (Marinho, Dagosta e Birindelli 2014). As razões para essa confusão são presumivelmente que as duas espécies ocorrem simpaticamente no sistema rio Tocantins e ambas possuem uma listra lateral escura no corpo.
H. stegemanni distingue-se de Hemigrammus ataktos pela seguinte combinação de caracteres: nadadeiras dorsais e anais curtas em machos adultos (vs. alongadas em Hemigrammus ataktos); dentes pré-maxilares internos com 7-9 cúspides (vs. 3-5); dentes menores com 7-9 cúspides (vs. maiores com 3-5 cúspides); escamas na nadadeira caudal restrita à base (em relação aos lobos da nadadeira caudal, em grande parte escalonados); 16-18 raios de nadadeira anal ramificados (vs. 16-18).
O crescente impacto da construção de barragens e do desmatamento para o cultivo de soja, algodão, milho, cana-de-açúcar e pastagens gerou fortes críticas internacionais e identificou como ameaças severas aos sistemas fluviais na região de sua origem, com a degradação do habitat já generalizada e mais da metade vegetação original do cerrado destruída.